Marketing Emocional

Marketing Emocional

Marketing
05 Janeiro, 2015 -
Tempo de leitura : 3 min

O nosso cérebro é um órgão realmente fascinante e manipulável, mas é preciso conhecê-lo minimamente para conseguirmos controlá-lo. Por exemplo, a zona emocional do cérebro tem um processamento cinco vezes mais rápido que a parte racional, sendo que as emoções são mais facilmente memorizadas e lembradas que o pensamento racional.

Assim, as cores, as imagens, o tipo de conteúdo, a organização de publicações ou o design do logótipo são fatores que vão influenciar a escolha do consumidor. E desta forma, o principal objetivo da sua campanha publicitária deverá ser originar uma reação intuitiva: construa títulos e introduções apelativas para levar as pessoas a abrir os conteúdos e use e abuse de imagens, que são mais chamativas e rapidamente memorizadas (a zona de perceção/interpretação de imagens do cérebro é encostada à que processa emoções, e as imagens são os conteúdos mais partilhados, ocupando 43% de todas as publicações nas redes sociais).

 

Pense em pessoas, não em consumidores

Aproxime-se dos destinatários da sua campanha, crie diálogos e não monólogos, ouça-os, compreenda-os e acompanhe-os (nos seus gostos, nas suas vontades, nas suas opiniões…). Crie com eles uma relação o mais pessoal possível.

 

Crie conteúdo emocionalmente convincente

Os fãs são relativamente fáceis de adquirir. O mais complicado é levá-los a partilhar conteúdos e, para isso, é necessário gerar no seu público-alvo uma sensação agradável. De facto, as emoções positivas são as mais partilhadas: os eventos que implicam uma mudança feliz, como uma viagem ou o início de uma relação, são os mais difundidos nas redes sociais, bem como os estados de espírito mais positivos, a que pertencem 19% das publicações.

 

Por que é que as cores são uma escolha importante?

As cores apelam diretamente aos nossos sentidos, acabando por conseguir afetar as nossas emoções. Cada cor pode ter um efeito específico, estimulando diferentes áreas do cérebro, gerar determinadas emoções e sugerir conceitos (por exemplo, associamos o verde à natureza, o dourado à riqueza, o azul claro à descontração, o amarelo à alegria e entusiasmo…).

Claro que essas sensações variam de pessoa para pessoa e de cultura para cultura. Aquilo que as cores simbolicamente nos sugerem depende muito do grupo demográfico no qual estamos inseridos.

Mas verdade é que 93% das pessoas optam por determinado produto pela sua aparência, sendo que 85% admitem que a cor é o ponto principal de atração e 80% afirmam que reconhecem as marcas através das cores.

 

Quais são os gatilhos emocionais para se concentrar?

Normalmente, as emoções que mais geram algum tipo de ações são: o desejo de controlo; a ideia de algo novo/por descobrir; os valores de família; o desejo de superioridade; o ganhar tempo; o amor, o sexo ou o romance; o poder; e a auto-realização/realização de desejos. Claro que não tem de pensar em tudo isto para conseguir clientes, mas conhecer o seu público-alvo é, de facto, imprescindível para saber que emoções deve despertar nele, no sentido de conseguir um determinado resultado.   

 

Não se sinta um manipulador. A verdade é que, uns mais que outros, somos todos facilmente influenciáveis e essa é, como já se sabe, a essência que orienta qualquer estratégia de marketing e publicidade, e de quase todo o processo comunicativo. Assim, saber como produzir efeitos no comportamento/consumo do seu público pode ser a melhor forma de se destacar da concorrência: faça, então, esse público sentir.