Imprensa Digital: o fim da imprensa tradicional

Imprensa Digital: o fim da imprensa tradicional

eTrends
04 Fevereiro, 2015 -
Tempo de leitura : 3 min

Era previsível que com a maior utilização dos dispositivos móveis e o acesso à internet em qualquer lugar e a qualquer hora, sem esquecer, o crescimento da sensibilidade ambientalista e das guerras ecológicas sobre a desflorestação, reciclagem e o prejudicial uso do papel, a imprensa tradicional - perceba-se, em papel -  iria passar por dias muito complicados. Tão complicados que há quem considere que, (pelo menos) num futuro próximo, os seus golden days não regressem.

Na verdade, considera-se que até 2018 as receitas vão, provavelmente, regredir ainda mais, conforme revela a PricewaterhouseCoopers (PwC), no estudo de 2014 da "Global Entertainment and Media Outlook".

Prevê-se que, só nesse ano, as vendas dos jornais tenham diminuído em 3%, e até 2018 esta quebra não vai parar, registando-se uma queda em cerca de 5,8% (embora pareça um decréscimo pequeno, a diferença monetária ronda os 5 mil milhões de dólares). Apesar disso, Greg Boyer, da PwC, admite que as pessoas adoram revistas, embora tenham cortado no número de edições que adquirem e que este decréscimo nas vendas pode impulsionar a inovação de conteúdos e na imprensa em geral.

O mesmo estudo revela que o crescimento digital poderá ajudar a imprensa apesar de diminuir as vendas de edições em papel. Aliás, Greg Boyer afirma que os subscritores são a força impulsionadora para os jornais, que estão "finalmente" a cobrar pelo conteúdo online ao invés de o deixarem livre. Que não era benéfico para o setor e estas novidades digitais irão ajudar a imprensa a compensar as perdas das versões em papel: enquanto se espera que a receita publicitária, por exemplo, nas versões em papel diminua em cerca de 4%, nas versões online estima-se que cresça 22% e até 2018 registará um aumento até cerca de 43%! Em 2018, terá caído tradicionalmente, para metade!

Claro que as empresas que se querem publicitar vão optar pelas versões online que terão mais afluência. No entanto, um relatório da World Association of Newspapers and News Publishers (WAN-IFRA) alerta que com a quebra da publicidade nas edições de papel, será necessário o incentivo do envolvimento dos utilizadores nas plataformas digitais para angariação de receitas de outra forma que estão neste momento estagnadas e a ser suportadas pelo digital, contrapondo o declínio verificado em mercados mais maduros.

Resumindo, o relatório insiste com os editores para que reforcem a oferta digital, pois a quebra das receitas das edições em papel ainda está longe de ser recompensada pelo volume das receitas digitais, o que não ameaça o apenas o negócio como a própria democracia.

 

Assim como está a acontecer com a imprensa, a tendência é que esta reviravolta aconteça com outros setores, obrigando qualquer empresa que queira ter sucesso a manter-se informada sobre as novas tendências e a manter-se atualizada no mundo online, nunca esquecendo a importância da inovação e originalidade, que cada vez serão mais importante.

fonte: http://www.ligateamedia.pt


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