Ello: a rede social revolucionária

Ello: a rede social revolucionária

Social Media
29 Dezembro, 2014 -
Tempo de leitura : 3 min

Ello, uma quase assumida rede social Anti-Facebook, foi criada por 3 pessoas e é gerida por 7 que ainda a mantêm exclusiva, sendo necessária uma autorização dos seus fundadores ou um convite especial para se poder fazer parte do seu restrito círculo de utilizadores. Mas apesar das entradas muito restritas de utilizadores,vão-se desvendando algumas coisas sobre esta nova rede social que pretende revolucionar o conceito que conhecemos.

 

A Ello acredita na “beleza, simplicidade e transparência”. Aliás, a fazer fé na sua própria caraterização, trata-se de uma rede “bela, simples e sem anúncios”, que defende que não somos produtos… E fá-lo de forma tão convicente que apresenta um manifesto, seguindo-se à conclusão do mesmo os botões “Concordo” e “Discordo”, sendo que o primeiro apresenta de imediato botões que direcionam para a partilha noutras redes sociais e o segundo automaticamente nos remete para a política de utilização Facebook.

Os perfis de teste são bastante simples, com muito espaço em branco, com um design minimalista e singelo, em consonância com a página da rede social que apenas utiliza cores neutras. Lá está, mais uma vez, a simplicidade acima de tudo… Mas qual o porquê dessa opção? Um dos criadores da rede social, Paul Budnitz, diz que esta é a arma deles para ganharem lucro com a rede social. Em entrevista à Business Insider Budnitz, argumentou que “quando uma rede social é muito simples as pessoas querem caraterísticas específicas. E estão dispostas a pagar por elas”, seja desde a definição da cor do navegador, seja até à existência de um botão que agrege várias contas num único log in.

O facto de a Ello pretender sustentar-se com compras tão singulares já  desencadeou algumas críticas/suposições, como a eventual curta duração desta rede ou a sua mais que provável venda num futuro próximo. No entanto, uma coisa é certa: as organizações com fins lucrativos e as marcas comerciais não têm espaço nesta rede social e o respeito pela privacidade serão traços que a distinguirão do Facebook… E a verdade é que já conseguiu levantar alguma poeira!...

O que diz, então, o manifesto supramencionado?

“A tua rede social pertence a anunciantes.

Cada post que publicas, cada amigo que fazes, cada link que segues é monitorizado, gravado e convertido em informação. Os anunciantes compram as tuas informações para que possam mostrar-te mais anúncios. Tu és o produto que é comprado e vendido.

Nós acreditamos que há uma maneira melhor. Nós acreditamos na audácia. Nós acreditamos na beleza, simplicidade e transparência. Nós acreditamos que as pessoas que fazem coisas e as pessoas que as usam devem ser parceiros. Nós acreditamos que uma rede social pode ser uma ferramenta de fortalecimento. Não uma ferramenta para enganar, coagir e manipular - mas um espaço para conectar, criar e celebrar a vida.

Tu não és um produto.”