2018: Ano do Futuro

2018: Ano do Futuro

eTrends
20 Outubro, 2014 -
Tempo de leitura : 3 min

Desde sempre muitos realizadores reproduzem em filmes um futuro onde o mundo será controlado por máquinas com tecnologia de ponta, mostrando datas que hoje não estão assim tão longínquas e apostando numa ficção já não tão fictícia ou impossível. Verdade seja dita, aproximamo-nos sem medo de um mundo maquinizado, automático e instantâneo, havendo uma data que se tem tornado bastante comum quase como meta para a revolução mais evidente do mundo online: o ano 2018 é, por muitos estudos, apontado como esse futuro.

Neste ano, 75% dos 4 mil milhões de internautas (51% da população mundial) vão usar internet sem fios. As ligações wi-fi vão fazer-nos esquecer dos cabos, com a velocidade estonteante que vão atingir: os utilizadores consumirão cerca de 37 exabytes por mês, considerando o triplo do atual a 42 Mbps.

Os 21 mil milhões de dispositivos móveis corresponderão a 61% do uso da internet em conjunto com o Wi-Fi para apenas 36% dos dispositivos por cabo. 66% do tráfego mobile será para assistir aos 5 milhões de anos de vídeo que ocuparão tempo de navegação a cerca de 81% dos utilizadores da internet.

O tráfego de Vídeo OnDemand (VoD) triplicará, passando a ser 79% do tráfego total de vídeo. Os conteúdos trocados nas redes sociais corresponderão a 55% do tráfego de internet.

Estes dados da Cisco mostram que em 4 anos muita coisa mudará e facilmente os records tecnológicos serão velozmente ultrapassados: o tráfego de internet por pessoa estima-se que chegue aos 14Gb, repartidos pela média de 3 dispositivos com ligação à internet por cada indivíduo.

Também a tecnologia de vídeo evoluirá da qualidade 4K (que é já uma grande tendência) pelo menos, até à tecnologia 6K, apesar de se prever um encontro direto com a 8K logo em 2020.

Verdade seja dita: se até hoje o mundo evoluiu cada vez mais rapidamente, apesar da maior parte das descobertas tecnológicas datarem apenas do século XX, nos próximos anos estima-se que a evolução seja equivalente à dos últimos 20, acalçando tantas descobertas em 4 anos como desde o aparecimento da internet.

Se para uma pessoa que não tenha grande flexibilidade tecnológica estes últimos anos foram de complicadas adaptações e para uma pessoa das gerações mais antigas seja difícil perceber certas facilidades em várias áreas (medicina, economia, meteorologia, etc), no futuro estas tarefas estarão muito próximas do impossível.

É urgente mantermo-nos atentos às novidades e conseguirmo-nos tornar flexíveis e com vontade de aprender: o mundo não só não vai parar de girar, como se vai tornar em algo maquinizado e previsivelmente imprevisível, onde se poderá calcular tudo, saber tudo e ter acesso a qualquer coisa, mas as repercussões causadas resultarão em fortes consequências ainda incalculáveis embora notavelmente gigantes e transformadoras.